segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rev. Caio Fábio Ainda Fala - 16


O FIM DE TODAS AS TENTAÇÕES!...

A liquefação da alma humana é um fato tão real nesses dias de carência, de vazio de caráter e de perda da individualidade sadia, posto que a verdadeira individualidade tenha sido trocada pela persona de grife e de moda generacional a ser adotada como personalidade, que, hoje em dia, já não existe mais o ambiente da tentação.
Tentação pressupõe caráter, conteúdo, idéia, opinião, certeza, principio, fé e conduta segundo valores pessoais.
Sem tais coisas não existe tentação...
Ora, como a maioria desistiu dessas coisas há algum tempo, no máximo fazendo gestão pública do aparecimento ou não da coisa considerada “tentação” do ponto de vista das convenções, o que resta é que as pessoas existem cada vez mais apenas ante o que possam ou não possam, consigam ou não consigam, alcancem ou não alcancem — pois, de fato, poucos são ainda os que, podendo, não façam o que possam; conseguindo, não realizem os que conseguiriam; e, podendo alcançar, desistam de fazê-lo apenas por uma questão de principio.
Hoje o que vejo muito é gente zangada com Deus por não as haver ajudado a cair em tentação... Sim, raiva de Deus por não ter transformado a obsessão na tentação em uma feliz resposta à oração.
Pouca gente hoje diz não à tentação...
A oração existencial é: “E não nos livre da tentação, mas apenas das conseqüências de seu mal contra mim!”
A questão que ficou ante o fenômeno do estar tentado é apenas a constatação de que se pode ou não fazer aquilo... Digo “pode” apenas do ponto de vista da exeqüibilidade ao não do desejo...
Tentação se tornou apenas uma alternativa que pode ou não ser abraçada, dependendo de se conseguir manter a tentação em segurança...
Ou seja:
Tentação não realizada é apenas aquela que não “rolou”... Pois, se “rolar”, e se “rolar com segurança”, a tentação já não será um problema.
De fato, para muitos, aí está a benção: entregar-se a tentação fugindo de suas conseqüências danosas, socialmente falando, e olhe lá...
Hoje tentação é apenas o desejo que só não será realizado se o malandro achar que pode fazer muito mal a ele; pois, caso ele assim não veja a tentação como problema prático, a decisão de acolhê-la já está a priori abraçada pela maioria.
Cada vez menos se encontra gente que, podendo, não faça; que, conseguindo, não realize; que, desejando, não busque alcançar...
Leio as cartas que me mandam e vejo que no máximo o que acontece aos “crentes de hoje” é a culpa à posteriori, depois que tudo virou bosta...
Antes, no entanto, quase ninguém tem mais luta... A maioria vai mesmo... Assumiram que é irresistível... Abraçaram o mal como destino normal...
Tenho saudades do tempo em que as pessoas ainda lutavam contra a tentação. Sim, sou saudoso do tempo em que se dizia a si mesmo ante a tentação, que nenhuma tentação seria maior do que as nossas forças, conforme Paulo afirma.
Não! Hoje, quase que de modo geral, todo “crente” acha que toda tentação seja irresistível... E mais: sentem-se bobos quando não cedem a ela...
“Vigiai e orai para que não entreis em tentação” se tornou algo diferente: “Fique de olhos bem abertos para não perder a oportunidade da tentação, pois, pode ser que você nunca mais a tenha desse modo, com essa pessoa, com esse conjunto de benefícios, no caso de se ficar bem atento..., de olhos bem abertos, a fim de que não seja apanhado no flagra”.
Depois escrevem querendo saber por que o inferno parece com o inferno e perguntando por que a existência parece gerida pelo próprio diabo.
Olhe para dentro de você mesmo e você verá a diferença entre você e você mesmo; entre você hoje e você no tempo em que o caráter do Evangelho ainda existia em sua consciência.
Quando a tentação deixa de ser tentação, creia, é porque a alma já se liquefez e a pessoa nem percebeu...
Virou pasta...

Nele, que foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado,

Caio
20 de maio de 2009
Lago Norte
Brasília
DF
www.caiofabio.com
www.vemevetv.com.br

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Chave para o Problema Missionário


Este texto faz parte do capítulo 8 do livro " A Chave para o Problema Missionário", de Andrew Murray, publicado pela editora da Missão Horizontes.
Que o mesmo possa despertar não só líderes, mas o povo de Deus como um todo para a responsabilidade que nos cabe!



Várias citações foram feitas no capítulo inicial, nas quais a principal responsabilidade para a solução do problema missionário era de comum acordo, colocada sobre a liderança. Ao pastor pertence o privilégio e a responsabilidade do problema missionário no exterior. Essas palavras, aparentemente endossadas por toda a conferência, apontam, em relação ao ministério, para uma alta honra, uma falta grave, um dever urgente e a grande necessidade de buscar em Deus a graça de cumprir dignamente a sua vocação. Não precisamos procurar distribuir proporcionalmente a responsabilidade entre o ministério e os membros da igreja. Todos concordam em que uma responsabilidade santa e pesada repousa sobre o ministério nesta questão. Que todos os ministros admitam e a aceitem sinceramente, preparando-se para viver nessa conformidade.

Qual a base em que essa responsabilidade se apóia? Os princípios subjacentes são simples, mas de inconcebível importância. Eles são quatro: (1) As missões são a principal finalidade da igreja. (2) A principal finalidade do ministério é guiar a igreja neste trabalho e equipá-la para ele. (3) A finalidade principal da pregação para uma congregação deve ser treiná-la, a fim de fazer com que ela cumpra o seu destino. (4) E a finalidade principal de cada ministro com relação a isto deve ser preparar-se cuidadosamente para esse trabalho.

Ninguém deve pensar que essas declarações são exageradas. Elas podem parecer assim porque estamos muito acostumados a dar às missões uma posição subordinada em nossa igreja e seu ministério. Precisamos voltar à grande verdade central, "o mistério de Deus", de que a igreja é o Corpo de Cristo, absoluta e exclusivamente ordenado por Deus para executar o propósito de Seu amor redentor no mundo. Assim como Cristo, a igreja só tem um objetivo, ser a luz do mundo. Da mesma forma que Cristo morreu por todo homem e que Deus quer que todos sejam salvos, assim também o Espírito de Deus na igreja só conhece este propósito: o evangelho deve ser levado a toda criatura. As missões são a principal finalidade da igreja. Toda a obra do Espírito Santo na conversão de pecadores e edificação dos crentes, tem como seu principal objetivo, equipá-los para a parte que cada um deve desempenhar para atrair o mundo de volta a Deus. O alvo da igreja não pode ser nada além daquilo que é o eterno propósito de Deus e o amor do Cristo agonizante.

À medida que aceitamos isto como verdadeiro, veremos que a finalidade principal do ministério deve ser preparar a igreja para essa tarefa. Paulo escreve: "(Deus) concedeu... pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos (o que esses santos têm de fazer) para o desempenho do seu serviço (o objetivo final desse trabalho dos santos), para a edificação do corpo de Cristo" (Ef. 4:12). Através do ministério, o serviço amoroso dos santos, é que o corpo de Cristo será reunido e edificado. Os pastores e professores são dados para aperfeiçoar os santos para este trabalho de ministrar.

Uma Escola ou Classe de Treinamento para Professores é muito diferente de uma escola comum. Ela procura não só treinar cada estudante, a fim de que adquira conhecimento para si mesmo, mas também para que transmita esse conhecimento a outros. Cada congregação deve servir como classe de treinamento. Cada crente, sem exceção, deve ser "aperfeiçoado", ser cuidadosamente preparado para a tarefa de ministrar e fazer a sua parte no trabalho e oração para os que estejam perto ou distantes. Em todo o ensino de arrependimento e conversão, de obediência e santidade, feitos pelo pastor, este deve ser definitivamente seu objetivo final: chamar os homens para servirem a Deus na obra nobre, santa, cristã, de salvar os perdidos e restaurar o reino de Deus na terra. A principal finalidade da igreja será necessariamente o objetivo final do ministério.

De acordo com isto, segue-se, então, naturalmente, a afirmativa de que o principal objetivo da pregação deve ser preparar todo crente e toda congregação para desempenhar a sua parte em ajudar a igreja a cumprir o seu destino. Isto determinará a freqüência com que deve ser pregado um sermão missionário. Se apenas uma mensagem missionária for pregada por ano, é possível que o principal objetivo seja obter uma coleta maior. Isto pode ser obtido sem que a vida espiritual se aperfeiçoe absolutamente. Quando as missões tomam o seu lugar como o propósito principal da igreja em que existe realmente um espírito missionário, o ministro pode sentir a necessidade, vez após vez, de voltar ao assunto-chave, até que a verdade negligenciada comece a dominar pelo menos alguns da congregação. É possível que, às vezes, embora não haja uma pregação direta sobre missões, todo o ensino sobre amor e fé, sobre obediência e serviço, sobre santidade e conformação a Cristo, possa ser inspirado por esta única verdade: devemos ser "imitadores de Deus e andar em amor, como Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo como sacrifício por nós" (Ef. 5:1,2).

Isto leva agora ao que, em vista da responsabilidade do ministro, é o ponto crítico - o objetivo principal de cada ministro deve ser preparar-se para esta grande tarefa. Ser professor numa Escola de Professores ou de Treinamento exige um preparo especial. Inspirar, preparar e ajudar crentes não é fácil. Não basta ser um cristão sincero e ter tido treinamento no ministério. Trata-se de dar um espaço muito maior para as missões em nossos seminários teológicos. Mas até mesmo isto pode ser apenas parcial e preparatório. O ministro precisa preparar-se para combater com sucesso o egoísmo que se contenta com a salvação pessoal, o mundanismo que não cogita de sacrificar tudo ou sequer alguma coisa por Cristo, a incredulidade que mede o seu poder de ajuda ou de bênção pelo que sente e vê. Ele, sem dúvida, precisará de um treinamento especial para equipá-lo neste sentido, a parte mais elevada e santa da sua vocação.

Como o ministro pode preparar-se para cumprir a sua responsabilidade? A primeira resposta será, geralmente, pelo estudo. Muitas coisas pertinentes foram ditas sobre isto na Conferência, as quais são especialmente aplicáveis ao pastor, como representante e guia do seu povo.

A sra. J.T. Gracey salientou: "É possível que um dos maiores fatores no desenvolvimento do interesse missionário seja o estudo sistemático de missões".

Quantas vezes, no estudo da Bíblia ou na teologia, tudo é considerado simplesmente como um problema do intelecto, deixando o coração intacto. O indivíduo pode estudar e conhecer a teoria e a história das missões, faltando-lhe, todavia, a inspiração que esse conhecimento deveria dar. Estudar ciência com admiração, reverência e humildade é um grande dom - quanto mais isto é necessário na esfera superior do mundo espiritual e especialmente neste ponto, o destino maior da igreja, "o mistério de Deus"!

Para estudar missões, precisamos de uma profunda humildade que tenha consciência da sua ignorância e não confie em seu próprio entendimento; da espera e da paciência reverentes, dispostas a ouvir o que o Espírito de Deus pode revelar; do amor e da devoção que se deixam dominar e guiar pelo amor divino para onde quer que Ele leve.

O que o pastor precisa estudar especificamente? Existem três grandes fatores no problema missionário. (1) O mundo em seu pecado e miséria; (2) Cristo em Seu amor agonizante; (3) a Igreja como um elo entre ambos.

A primeira coisa é esta: estude o mundo. Descubra algumas das estatísticas que mostram a sua população. Pense, por exemplo, nos milhões de pessoas não evangelizadas que morrem todos os meses; despencando precipício abaixo e caindo nas trevas sombrias à razão de mais de uma a cada segundo. Ou pegue um livro que o coloque frente a frente com o pecado, degradação e sofrimento de algum país especial. Estude se us diagramas, seus mapas, suas estatísticas. Pare um pouco e pense se acredita no que leu se sente às palavras lidas. Faça uma pausa, medite e ore, pedindo a Deus que lhe dê olhos para ver e coração para sentir essa miséria. Pense nesses milhões como seus semelhantes.

Olhe para a fotografia de um homem adorando uma cobra de pedra com uma reverência que poucos cristãos conhecem. Pense no significado disso até que não se esqueça mais. Esse homem é seu irmão. Ele tem como você, uma natureza formada para adorar. Ele não conhece como você conhece o Deus verdadeiro. Você não se sente disposto a sacrificar tudo, até mesmo a sua pessoa, para salvá-lo? Estude o estado do mundo, algumas vezes como um todo, outras em detalhe, até que comece a sentir que Deus te colocou neste mundo sombrio com o único objetivo de estudar essas trevas e viver e ajudar aqueles que estão morrendo nelas.

Se você sentir, às vezes, que isso é mais do que pode suportar, clame a Deus para ajudá-lo a olhar novamente e novamente, até que conheça a necessidade do mundo. Mas lembre-se sempre, o intelecto mais forte, a imaginação mais viva, o estudo mais cuidadoso, não pode dar a você a compreensão certa dessas coisas. Nada senão o Espírito e o amor de Jesus podem fazer você sentir o que Ele sente, e amar como Ele ama.

Depois disso, vem a segunda grande lição: o amor de Cristo, morrendo por esses pecadores e agora ansiando para que sejam atraídos para Ele. Não pense que você já conhece esse amor agonizante, esse amor que pousa sobre cada criatura da terra e anseia por ela! Se quiser estudar o problema missionário, estude-o no coração de Jesus. O problema missionário é muito pessoal e se aplica a cada crente, mas é especialmente aplicável ao ministro que deve ser o modelo e o professor dos crentes. Estude, experimente e prove o poder do relacionamento pessoal, a fim de que possa ensinar bem este segredo profundo da verdadeira obra missionária.

Junto com o amor de Cristo vem o Seu poder. Estude isto até que a visão de um Cristo triunfante, com todos os inimigos a Seus pés, tenha lançado a sua luz sobre a terra inteira. A obra de salvação dos homens é de Cristo, tanto hoje como no Calvário, tanto na conversão de cada indivíduo como na propiciação pelos pecados de todos. O Seu poder divino continua a obra em Seus servos e através deles. Ao estudar uma solução possível para o problema, em qualquer caso especialmente difícil, não deixe de fora a onipotência de Jesus. Com humildade, reverência e paciência adore a Ele, até que o amor e o poder de Cristo se tornem a inspiração da sua vida.

A terceira grande lição a ser estudada é: a Igreja, o elo entre o Salvador agonizante e o mundo agonizante. Aqui serão encontrados os mistérios mais profundos do problema missionário: que a Igreja seja realmente o corpo de Cristo na terra, com o Cabeça nos céus, tão indispensável para Ele quanto Ele é para ela! Que a Sua onipotência e o Seu amor remidor e infinito estejam ligados, para o cumprimento dos Seus desejos, com a fraqueza da Sua Igreja! Que a Igreja tenha ouvido durante todos esses anos a declaração: As missões são o supremo objetivo da Igreja e mesmo assim se contente com um desempenho tão pobre! Que o Senhor esteja ainda aguardando para provar maravilhosamente como considera a Igreja uma só com Ele, e esteja pronto para enchê-la com o Seu Espírito, poder e glória! Que haja fundamento abundante para uma fé confiante em que o Senhor é capaz e está aguardando para restaurar a Igreja ao seu estado pentecostal, equipando-a, assim, para realizar a sua comissão pentecostal!

Em meio a este estudo surgirá a convicção mais clara de como a Igreja é realmente o Seu Corpo, dotada com o poder do Seu espírito, participando verdadeiramente do Seu amor divino, parceira abençoada da Sua vida e Sua glória. Essa fé será despertada se a Igreja se levantar e se entregar inteiramente ao Senhor. A glória pentecostal pode ainda voltar.

O mundo em seu pecado e miséria, Cristo em Seu amor e poder, a Igreja como o elo entre ambos - essas são as três grandes magnitudes que o ministro deve conhecer se quiser dominar o problema missionário. Em seu estudo, ele pode usar as Escrituras, a literatura missionária, e livros sobre teologia ou sobre a vida espiritual. Mas a longo prazo, ele terá sempre de voltar à verdade: o problema é pessoal. Ele exige uma entrega completa e s em reservas de todo ser, passando a viver por esse mundo, por esse Cristo, por essa Igreja. O Cristo vivo pode manifestar-Se através de nós; Ele pode transmitir Seu amor em poder. Ele pode fazer nosso esse amor, a fim de que possamos sentir como Ele sente. Ele pode permitir que a luz do Seu amor caia sobre o mundo, para revelar a sua necessidade e a sua esperança. Ele pode proporcionar a experiência de quão íntima e real é a Sua união com o crente, e quão divinamente Ele pode habitar e atuar em nós.

O problema missionário é pessoal, devendo ser resolvido pelo poder do amor de Cristo. O ministro deve estudá-lo, a fim de aprender a pregar mediante um novo poder - missões, a grande obra, o fim supremo, de Cristo, da Igreja, de cada congregação, de cada crente, e especialmente de cada ministro.

Dissemos que a primeira necessidade do ministério, se quiser cumprir o seu chamado para as missões, é estudá-las. Mas quando começa a surgir à luz, e a mente se convence e as emoções são estimuladas, essas coisas devem ser imediatamente traduzidas em ação, caso não devam permanecer estéreis. E onde deve começar essa ação? Sem dúvida, em oração, oração intermitente pelas missões. Elas podem ser pelo despertar do espírito missionário na igreja como um todo, seja em sua própria igreja, ou em congregações especiais. Pode ser por algum campo específico. Ou talvez por si mesmo em especial, para que Deus dê e renove sempre o fogo missionário do céu. Qualquer que seja a oração, o estudo deve levar imediatamente a mais oração; caso contrário, o fruto talvez seja relativamente pequeno. Sem oração, embora possa haver aumento de interesse nas missões, mais trabalho e maior investimento, o verdadeiro crescimento da vida espiritual e do amor de Cristo nas pessoas pode ser bastante reduzido.

Quando a vontade e o trabalho do homem são prioritários, a vida espiritual é fraca; a presença e o poder de Deus são pouco conhecidos. É possível haver pessoas que leiam livros missionários e façam fielmente contribuições liberais, embora haja pouco amor a Cristo ou oração pelo Seu reino. Você pode, por outro lado, ter pessoas simples, com condições de ofertar muito pouco, mas com esse pouco elas dão todo o seu coração em amor e oração. O nível espiritual destas últimas é mais alto, pois o amor de Deus é o alvo supremo. Ninguém deve vigiar tão atentamente quanto o ministro para ver se o entusiasmo missionário que ele promove em si mesmo e em outros é, de fato, o fogo que vem do céu em resposta à oração de fé para consumar o sacrifício. O problema missionário é pessoal. O ministro que resolveu esse problema para si mesmo, também saberá guiar outros para encontrar a sua solução no poder constrangedor do amor de Cristo.

terça-feira, 13 de julho de 2010


A IPB reelege o Rev. Roberto Brasileiro da Silva Presidente, com 1052 votos e elege o Rev. Juarez Marcondes Filho Vice Presidente, com 588 votos. Acompanhe as novidades da reunião pelo twitter http://twitter.com/portalipb Os momentos devocionais serão transmitidos ao vivo todos os dias às 10h. http://www.ipb.org.br/tv3/

A IPB reelege o Rev. Roberto Brasileiro da Silva Presidente, com 1052 votos e elege o Rev. Juarez Marcondes Filho Vice Presidente, com 588 votos.

Acompanhe as novidades da reunião pelo twitter http://twitter.com/portalipb

Os momentos devocionais serão transmitidos ao vivo todos os dias às 10h. http://www.ipb.org.br/tv3/

Começou ontem 11 de julho 2010 a XXXVII Reunião Ordinária do Supremo Concilio da IPB. Estiveram presentes mais de 2 mil participantes no culto de abertura que foi transmitido ao vivo pela IPBTV. Os momentos devocionais também serão transmitidos ao vivo, todos os dias às 10h.http://www.ipb.org.br/tv3/

Por Emma Castro

A XXXVII reunião do Supremo Concilio da IPB reúne cerca de 1150 Deputados vindos de 296 Presbitérios espalhados por todo o território nacional.

Desde a primeira Assembléia Geral, realizada no Rio de Janeiro , passaram-se 100 anos. A reunião de 1910 congregou um pequeno grupo de representantes dos poucos Presbitérios existentes.

O Presb. João Jaime Nunes Ferreira, presidente do Sínodo de Curitiba deu as palavras de boas vindas, e manifestou a alegria dos membros da Igreja hospedeira em acolher este evento que conta com uma equipe de apoio de 400 voluntários.

O Rev. Juarez Marcondes Filho, pastor efetivo da Igreja Hospedeira deu inicio a o Culto Solene.

O momento de louvor, foi dirigido por um “Grande Coral” formado por membros de varias igrejas da região.

O Rev. Roberto Brasileiro lembrou que a Reunião do Supremo Concilio completa 100 anos desde que foi realizada a primeira no Rio de Janeiro em 1910, “Louvamos, agradecemos e glorificamos a Deus pela história da IPB” disse o rev. Brasileiro e logo apresentou o pregador da noite, o Rev. Jung Hyun Oh (John) pastor da SaRang Community Church em Seul, Coréia, fundada em 1978 e que hoje conta com 80.000 membros. Enfatizou e que a base do crescimento da igreja é o discipulado. O interprete da mensagem foi o Rev. Yong Gyu Ko, pastor da Igreja Presbiteriana Água Viva do Brasil.
A mensagem trazida pelo Rev. Jung Oh foi baseada no texto de Atos 16.6,10 Destacou três pontos que considera vital para a igreja: 1. A necessidade de uma vida 100% entregada a Deus 2. A disponibilidade 100% para fazer a vontade de Deus 3. A obediência 100% à pregação do evangelho completo. E acrescentou que os jogos Olímpicos e o Copa do Mundo realizada no seu pais (Coréia) trouxe grande impacto e crescimento para a igreja e desejou o mesmo à igreja Presbiteriana do Brasil em 2014.

Ao concluir o sermão, o Rev. Jung Oh entregou ao Rev. Roberto Brasileiro um “Barco de Aço” símbolo de uma batalha naval que mudou o rumo da história da Coréia recalcando que este presente é um símbolo das batalhas espirituais que a igreja deve continuar lutando. O presente também é um símbolo de unidade da Igreja Presbiteriana Coreana e a Igreja Presbiteriana do Brasil para levar a mensagem do evangelho a todo o mudo.

O Rev. Roberto Brasileiro agradeceu o presente e disse que uma pessoa desejou que esta reunião fosse “Inspirativa” e que era isso que estava sentindo nesse momento.

Finalmente o Rev. Brasileiro destacou a presença de algumas visitas, como senadores, deputados, vereadores, e as delegações da Austrália, Holanda e Estados Unidos e Chile.

O Culto terminou com a apresentação do Coral que entoou “Aleluia de Handel”

Veja as fotos da reunião no link

http://picasaweb.google.com/fotosipb/SupremoConcilio authkey=Gv1sRgCNin3ejojbiB5gE#

Fonte: ipb.org.br

domingo, 11 de julho de 2010

UMA PARêNTESE SOBRE O MISTÉRIO

Texto: Efésios 3: 1-13

INTRODUÇÃO – A vocação dos gentios, ou seja, o seu chamamento, para o número dos filhos de Deus, revolucionou o ministério do apóstolo Paulo. Até por que quando, ele estava no inicio de seu ministério em Jerusalém, Jesus lhe falou através de uma revelação que o seu ministério não seria com os judeus e sim com os gentios, cujo ministério foi intensificado, e consciente dessa missão, São Paulo viajou praticamente o mundo todo gentio da sua época difundindo o evangelho de Cristo no qual ele comunicava com precisão quando fala nos seguintes termos:” Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.
Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça”. – Rm. 1: 16 – 17.

ASSUNTO – UMA PARêNTESE SOBRE O MISTÉRIO

ESPLICAÇÃO – Mistério: Cristo e a igreja. O mistério que estava oculto em Deus, Ele fê-lo revelar através de Cristo, convocando os gentios eleitos ou escolhidos para fazerem parte do rebanho de Deus, chamando este povo para ser bênção em seu Reino fazendo dos dois povos um só: - “o novo Israel de Deus”.

1. O DESFECHO DO MISTÉRIO (VV 1- 7):
a. São Paulo decreta-se prisioneiro de Cristo por causa da missão entre os gentios – v1; William Macdonald diz que: “É uma nova administração no programa divino – especial e distinta de tudo que havia antes e do que há de vir no futuro”.
b. Uma nova dispensação – v 2, não pode ser entendido do ponto de vista dos dispensacionalistas, enquadrando as fazes escriturísticas como varias dispensações, porque para nós reformados vemos apenas duas: Antiga Aliança (AT) e Nova Aliança (NT). Porém em se tratando da graça de Deus, foi o meio utilizado para a salvação dos seus escolhidos (Ef. 2: 8 – 10).
c. Desvendando o mistério vv 3 e 4: Autoriza-nos a dizer que Cristo uniu dois povos em um, unindo em seu próprio corpo, mistificando um só em Deus e nEle, ou seja, nós com Cristo e Deus.
d. A revelação vv 5,6: Deus tem seus propósitos, aprove a Ele revelar-se através de Cristo no tempo certo. Veja: “mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei...” – Gl. 4:4. Paulo menciona a manifestação dessa revelação aos seus profetas, apóstolos no poder do Espírto, uma vez que mesmo Espírito trabalho no sentido de que as pessoas entendo esta revelação. Os gentios chamados ou vocacionados são co-herdeiros, ou seja, participantes das mesmas bênçãos e sobre tudo da vida eterna , João 5. 24. Macdonald diz que “ Paulo enfatizou que os gentios estão em pé de igualdade com os judeus na igreja”.
e. O ministério Paulino, v 7, revela o tamanho da responsabilidade assumida com esse ministério e em decorrência, enfrentou muitos sofrimentos entre eles – 2 Co. 1: 3-11.

2. O MENOR REALIZA PELO MAIOR NA VISÃO DO MISTÉRIO (VV 8 – 12):
a. Um homem chamado fora dos dose, realiza um ministério que sobrepuja os demais, uma vez que, no seu encontro com o Senhor Jesus em Damasco foi de forma impactante, principalmente em ouvir palavras nesses termos: “E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebráica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões” – At. 26: 14.
b. Sem dúvida para São Paulo, fora grande o privilégio de conhecer o desfecho desse mistério, era como se a desvendação do mistério tivesse se revelamdo através dele. Essas riquezas insondáveis, são coisas preciosas, infinitamente mais - vv, 8,9.
c. Paulo menciona a manifestação do que tivera oculto, v 9, e leva a compreensão de todos. Somente algo assim é verdadeira iluminação. Fica patente aqui a noiva de Seu Filho, Atos 15.14. Embora este mistério desvendado para a igreja, mas, nem sempre é compreendido pelos descrentes, 1 Co. 2: 14.
d. Propositalmente, Deus estabeleceu em todo o mundo a manifestação deste mistério vv 10 -12. William Macdonald faz uma declaração interessante: “Um dos propósitos para o mistério é revelar a sua multiforme sabedoria às hostes angelicais nos céus. Mais uma vez Paulo usa a metáfora de uma escola. Deus é o professor, o universo é a sala de aula e os anjos são os estudantes. A lição é a multiforme sabedoria de Deus. A igreja é o objeto estudado. Observando dos céus os anjos são impelidos a admirar os insondáveis juízos de Deus e a maravilhar-se com os seus inescrutáveis caminhos”.

3. A CONCLAMAÇÃQ DE PAULO PARA VIDA CRISTÃ ENCORAJADA EM MEIO AO MISTÉRIO (v 13):
Paulo faz questão de suplicar na conclusão de sua exposição sobre o tema, suplicar ajuda para o seu ministério realizado com toda a transparência. Ele é um marco entre outros apóstolos da época, onde enfatizou o seguinte: “a saber, que os gentios são co-herdeiros e membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” – v6.

CONCLUSÃO – O que podemos fazer para que esse evangelho chegue às todas as gentes, de um mistério desvendado com tanta profusão?
1. Que sejamos crentes maduros e sinceros num meio de uma geração corrompida e maligna.
2. Que nos comprometemos com Deus para adorá-Lo em nossas vidas, como único Senhor.
3. Que sejamos testemunhas de Cristo comunicando as verdades daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Coisas Horripilantes em MG


O desfecho do crime cometido contra Eliza (amante de Bruno, goleiro do Flamengo) é um dos mais cruéis cometidos no mundo.
Acredito que coisa dessa natureza extrapola todas as nossas expectativas e perspectivas e nos leva a crê que o homem sem Deus é capaz de tudo.
Convivemos com as feras sem sabermos de fato quem são elas.
Porém, a Bíblia já nos adverte da tamanha agressão do homem.
Lembro-me da corrupção do gênero humano em Gênesis 6, onde o escritor Moisés diz que Deus se arrependeu de ter feito o homem. Na verdade Deus não se arrepende, como a própria Bíblia diz que Deus não é homem para que se arrependa. Mas o que Moisés quis dizer com isso? - “Deus se arrependeu de ter feito o homem”? Na realidade estas foram às palavras que ele encontrou para expressar o profundo sentimento de Deus com relação ao homem, percebendo toda a sua depravação.
A resposta encontrada para a atrocidade praticada em Minas Gerais está no fato de que o homem é deverasmente corrupto em todo o seu ser, capaz de praticar males como este e outros que vemos acontecerem em nosso mundo.
Jeremias, o profeta já nos adverte que não devemos confiar no homem.
Convivemos com o homem e achamos que ele é bonzinho, não é bonzinho não.
Encerro este comentário com as palavras de São Paulo em Romanos 3:
9 Pois quê? Somos melhores do que eles? De maneira nenhuma, pois já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado;
10 como está escrito: Não há justo, nem sequer um.
11 Não há quem entenda; não há quem busque a Deus.
12 Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
13 A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios;
14 a sua boca está cheia de maldição e amargura.
15 Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.
16 Nos seus caminhos há destruição e miséria;
17 e não conheceram o caminho da paz.
18 Não há temor de Deus diante dos seus olhos.
19 Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que se cale toda boca e todo o mundo fique sujeito ao juízo de Deus;
20 porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado.


Rev. Cornélio Gonzaga

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Julgamento moral e cívico

Por Wilmar Marçal

A frieza das letras manifestadas por alguns defensores na instância jurídica, data vênia, muitas vezes frustra a população que aguarda um judiciário firme e comprometido com o bem público. Mas é preciso obedecer e acatar, pois, segundo se sabe, é uma análise realizada com a arte e a ciência da razão e não da emoção. Esse viés argumentativo tem tirado muito ladrão da cadeia, absolvido muitos traficantes e amparado pedófilos que são liberados e continuam machucando crianças e famílias. Essas possibilidades de contar com defensores deve e precisa continuar, pois a todos é permitido a ampla defesa e o contraditório. Lamentavelmente não se pode julgar com a emoção, razão pela qual, talvez, ainda existam muitos problemas sociais no país, pois os atos malditos coadunam com a perpetuação da impunidade. Em outros países, quem comete um erro, morre duas vezes: primeiro de humilhação, depois retirando a própria vida pela falta de dignidade em continuar convivendo com pessoas de bem. Mas no nosso querido Brasil... muitos fazem e acreditam que “não vai dar em nada”. Todavia, como diz a própria Constituição Brasileira, “todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”, está na hora de uma reação popular para o exercício prático do bem: sem armas, sem violência e sem lágrimas. Com a mesma frieza que o judiciário é peculiar em suas análises, a população, bem organizada, tem muito mais poder do que qualquer Juiz, data vênia. Basta querer e se organizar. Sem vaidades, sem trampolins, mas com ordenamento e inteligência. Especificamente sobre os parlamentares “escolhidos” pelo povo, é possível sim avançar e execrar esses bandidos que sempre são reeleitos e se dizem representantes do povo nas respectivas Assembléias. O povo pode legislar com muito mais sapiência, no momento em que mantiver viva a memória de todos, nutrindo a lembrança com a boa informação em jornais e mídia comprometidos, verdadeiramente, com a causa coletiva. Chega dessa conversa fiada de “segredo de justiça” e “blindagem privativa”. Bandido é bandido. É preciso destacar, em grande escala, os nomes daqueles que usurpam o dinheiro público, roubam a esperança de muitos e perpetuam a falsa bondade de atender os munícipes, prometendo mirabolantes projetos e recursos. Quem viaja pelo interior do Paraná pode constatar que as cidades estão empobrecidas, com poucos investimentos em infra-estrutura, muita gente desocupada e doente. Cabe-nos como cidadãos e cidadãs uma reação natural e pacífica. Analise, pense, estude a vida dos candidatos a qualquer cargo público e vote. Vote de acordo com sua inteligência e coerência. Não se pode mais admitir que a população ainda se renda aos hipócritas, mentirosos e mentirosas. Só assim será possível um julgamento moral e cívico que, certamente, não encontrará habeas corpus em qualquer jurisprudência para liberar os pérfidos e os enganadores. Façamos cada um de nós a nossa parte. Vamos ensinar a pescar e parar de assistir algumas pessoas recebendo o peixe de graça.


* Wilmar Marçal é professor universitário e ex-reitor da UEL./Pr.
wilmar_pr2010@hotmail.com


Coisas que me enviam - Pr. H

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Rev. Caio Fábio Ainda Fala - 15


NÃO MATE OS QUE VOCÊ AMA!...‏

A pior coisa que pode acontecer a uma amizade ou relacionamento... — é quando os amigos ou parceiros julgam que se conhecem mutuamente por completo; e, também, quando pensando assim, os anos se passam, e eles, por julgarem conhecer o outro, o congelam em um estado de imutabilidade...; e, desse modo, sem que se saiba o que outro quer..., já se o interpreta; ou quando não sabendo que algo nele mudou..., se o fixa por antecipação; ou quando amando o outro, se assume que nosso amor por ele é apesar dele, pois, não damos mais a ele o poder de nos surpreender..., apenas porque o tenhamos frisado numa bolha de amor fraterno ou relacional que já não o permita mudar aos nossos olhos.
É assim que as amizades vão morrendo e os casamentos vão ficando a mesma coisa...
Sim, pois a história impõe vícios interpretativos!...
A coisa boa de uma amizade é justamente a expectativa de mutabilidade para o bem...
Por isto, verdadeiros amigos sempre se encontram esperando o melhor como surpresa fraterna.
O mesmo se pode dizer do casamento...
Quando os cônjuges perdem a esperança e alegria na possibilidade de que o outro cresça e mude, então, inicia-se o processo de falência do amor...
Digo..., não do amor mesmo, que tudo sofre e segue adiante... — mas falo do amor conjugal, que se alimenta também da alegria pela existência do outro; e, mais que isto: sempre espera que o bem não cesse na vida dele...
Na realidade, se há um ambiente no qual mais do que em qualquer outro não se deve julgar para que não se seja julgado, esse tal ambiente é o da amizade e o do casamento.
Entretanto, é justamente em tais/mesmos/ambientes que menos se leva á serio tal recomendação de Jesus.
Sim, pois é aí, pela suposta segurança e indissolubilidade do vínculo, que mais se julga, se interpreta e se projeta sobre o outro aquilo que não necessariamente nele esteja presente ou sequer em processo de existência...
“Segurança relacional”, seja pelo casamento ou pela amizade, não devem funcionar justamente para a realização do oposto: a ofensa, o julgamento, o sincericidismo, ou a impaciência que diz: “Já sei que tipo de coelho sai dessa mata...”
Todavia, é porque as pessoas se sentem “seguras”, que ofendem, julgam ou pré-definem o outro; e, depois, não sabem por que ambos vão ficando cada vez mais distantes...
Todas as coisas sadias se alimentam de pequenas gentilezas...
Todas as coisas sadias, por mais intimas que sejam, guardam sempre um lugar para a parcimônia e o cuidado da não ofensa...
Todas as coisas sadias em um relacionamento se alimentam de cuidado e carinho...
Todas as coisas sadias em um vínculo..., demandam e dependem do evitar das gritarias e das histerias que ofendem sem capacidade para retirar a ofensa...
O que se precisa crer sempre é que o outro, seja o amigo ou o cônjuge, são seres com quem Deus também fala; por isto, muitas vezes, é melhor que a nossa naturalidade no trato persista na direção do outro, sempre crendo que não é a nossa voz a única que fala, posto que Deus também fale; especialmente quando abrimos mão da gritaria e entregamos a questão ao amor e à verdade de Deus.
O momento relacional mais difícil é aquele no qual um dos implicados ou mesmo ambos, julgam que já se tornaram tão amigos ou íntimos, que o relacionamento já se cimentou de um modo tão concreto que já não mais se quebre...
Aí reside grande engano... Pois, o amor não acaba, mas pode entrar em um processo de tanto sofrimento, que, em razão disso, perca a felicidade no se dar...
Cada um de nós deve pensar nisto; e, mais que isto: deve ver com quem se perdeu a delicadeza de manter a amizade ou a conjugalidade como coisa nova todos dias; dando sempre ao outro a chance de amanhecer melhor para nós, e nós para ele; assim como são as misericórdias de Deus todos os dias, renovando-se a cada manhã.

Nele, que assim manda que seja, até 70x7,

Caio
25 de maio de 2009
Lago Norte
Brasília
DF
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