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domingo, 28 de agosto de 2011

Igreja líbia: perseverança em meio à adversidade



Ditador Muammar al-Kaddafi que está no poder há 42 anos
LÍBIA (25º) - Há quarenta e dois anos (1969) um grupo de militares nacionalistas da Líbia se levantavam para derrubar a monarquia e estabelecer a republica, entre eles havia um jovem chamado Muammar al-Khadafi que comandaria a revolução a se tornaria chefe de estado no ano seguinte. Com um discurso apoiado no nacionalismo religioso, estes homens conseguiram estabelecer no país um governo que tinha como objetivo devolver a Líbia aos princípios do Islamismo e se livrar de vez do julgo econômico imposto pelo imperialismo do ocidente.

A Líbia é um país composto por diversos clãs de tribos, elas desempenham um papel muito importante na política interna do país. O golpe militar de Khadafi em 1969 derrubou o domínio tradicional das tribos costeiras orientais em Cirenaica em favor daquelas provenientes do oeste e do interior do país. Embora o regime Khadafi foi, pelo menos em teoria, em oposição à identidade tribal e favorável à unidade nacional, sua longevidade dependeu em grande medida, de uma coalizão instável entre as três tribos principais: a al-Qaddadfa, al-Magariha, e al-Warfalla, esta ultima conta com mais de um milhão de pessoas. Portanto, para se manter no poder é fundamental que o governante tenham o apoio maciço dessas tribos, caso contrário é bom que se prepare para as oposições e conflitos. As revoltas iniciadas no país em fevereiro de 2011 tem tido a participação maciça dessas tribos que atuam em oposição à política de Khadafi. Segundo as ultima noticias os rebeldes líbios estão em Trípoli (Capital do país) e prestes a capturar Khadafi.

À margem desses conflitos existe um povo que persevera firme no propósito de glorificar a Deus no país. Esse povo não está dividido por questões étnicas, políticas e sociais, mas procura demonstrar que sua luta não é para manter a tribo A ou B no poder para fazer o nome de Jesus conhecido entre os líbios. Segundo o coordenador da Portas Abertas na Líbia, que pediu para permanecer no anonimato, “todos os dias, ao meio-dia parte da pequena comunidade cristã em Trípoli se reúne para orar pelo país, pelo futuro da igreja e para encorajar uns aos outros”. Ele diz ainda: “a situação da igreja em Trípoli é estável, os cristãos estão em boas condições, apesar dos constantes combates na cidade”.

Sobre o futuro da igreja na Líbia um colaborador da Portas Abertas Internacional diz: “a situação da igreja certamente irá mudar após os conflitos, mas será que os cristãos vão ganhar com essas mudanças? Haverá mais liberdade religiosa sob o novo governo pós Khadafi? Ninguém sabe”!

Caso após a queda do regime de Khadafi não haja uma rápida restituição e reorganização do poder, é possível que as tribos entrem em guerra civil e o país seja dividido, para que isso não aconteça alguns países do ocidente tentam intermediar a transição de poder. Diversas agências de noticias divulgaram esta semana que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que os países do chamado BRIC (Brasil, Russia, Índia e China) serão convidados para discutir a crise na Líbia. Esses países têm investimentos na Líbia, o Brasil, por exemplo, conta com quatro empresas no país, entre elas a Odebrecht e a Petrobras.

O Brasil pode ter uma participação efetiva no estabelecimento da democracia e estabilidade política na Líbia. A igreja brasileira pode ter uma participação efetiva para que a haja paz no país e para que seus irmãos na fé continuem sendo sal e luz ali. Como? Ore pela Líbia!

Pedidos de oração:

Ore pelo governo da Líbia, para que os líderes sejam conduzidos pelo Senhor quanto a reorganização e reestruturação do poder para a glória de Deus;

Ore pelos cristãos líbios para que sejam fortalecidos em meio a situação do país e possam testemunhar da fé em Cristo;

Ore pela reunião que será feita pelos outros países a respeito da Líbia. Ore para que o Senhor opere segundo a Sua vontade e propósito no país e ele seja modelo de nação cristã.

Fonte: Portas Abertas

sábado, 27 de agosto de 2011

Mulher mais velha do mundo completa 115 anos nos EUA


Besse Cooper completou nesta sexta-feira 115 anos na cidade americana de Monroe, onde recebeu pela segunda vez em sua vida o reconhecimento do Livro dos Recordes como a pessoa mais velha do mundo, informa a edição online do jornal "Atlanta News".
Cooper, que foi nomeada a pessoa mais velha do mundo em janeiro, perdeu seu título em maio quando os responsáveis do "Guinness Book" encontraram a brasileira Maria Gomes Valentim, que era 48 dias mais velha. No entanto, Maria morreu no dia 21 de junho e Cooper recuperou o título.
O asilo onde Cooper vive fez uma festa de aniversário em seu nome na qual contou com sua família e um representante do "Guinness", que lhe entregou pela segunda vez a placa de reconhecimento. "Achamos que uma placa era suficiente", disse seu filho, Sydney Cooper, de 76 anos.
Segundo o jornal, a comemoração deste ano foi mais simples que a festa de aniversário do ano passado, que contou, inclusive, com um imitador de Elvis Presley.
Sydney Cooper explicou que a saúde física da mãe diminuiu neste ano, embora os médicos digam que ela continue surpreendentemente saudável e todos seus sinais vitais estejam normais.
"Ela ainda lembra das coisas, pensa com clareza e conversa", destacou o filho. "Mas tem dias bons e dias ruins e dorme cerca de 80% do tempo".
Besse Cooper nasceu no Tennessee no dia 26 de agosto de 1896 e se mudou para a Geórgia durante a Primeira Guerra Mundial para trabalhar como professora. Casou-se em 1924 e tem hoje quatro filhos, 12 netos e mais de uma dezena de bisnetos, além de um tataraneto.
Seu filho explicou que não tem certeza de que sua mãe compreenda que é a mulher mais idosa do mundo.
Besse Cooper revelou uma vez o segredo de sua longevidade, lembrou seu filho: "Só me preocupo com as minhas coisas, e não como comida que faz mal".

http://br.noticias.yahoo.com/mulher-velha-mundo-completa-115-anos-nos-eua-052807822.html

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Proporção de católicos é a menor em quase 140 anos

Na semana em que o Rio de Janeiro foi confirmado como sede da próxima Jornada Mundial da Juventude - encontro que terá a presença do papa Bento XVI, em julho de 2013 - o Novo Mapa das Religiões, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), traz más notícias para a comunidade católica. A proporção de católicos em 2009 foi a menor registrada em quase 140 anos de pesquisas estatísticas no País, aponta o estudo.
Embora continue maioria, a população católica chegou a 68,43% do total de brasileiros, o equivalente a 130 milhões de pessoas. Pela primeira vez a proporção foi menor de 70%. A pesquisa também apontou a estagnação da proporção de evangélicos pentecostais (de igrejas como Assembleia de Deus e Universal do Reino de Deus, entre outras), que teve grande crescimento nos anos 1990, e aumento do evangélicos tradicionais (batistas, presbiterianos e luteranos, entre outros). Cresceram também os que se dizem sem religião.
Coordenador do trabalho, o professor Marcelo Neri comparou dados dos Censos desde 1872 até 2000 e atualizou com informações das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POFs) de 2003 e de 2009. No período de seis anos entre as duas POFs, a proporção de católicos caiu 7,3%, passando de 73,79% para 68,43%. A queda mais acentuada aconteceu justamente entre os jovens de 10 a 19 anos, principal alvo do encontro de 2013 no Rio. A proporção de jovens católicos no Brasil caiu 9%, passando de 74,13% para 67,48%.

http://br.noticias.yahoo.com/propor%C3%A7%C3%A3o-cat%C3%B3licos-%C3%A9-menor-140-anos-215000997.html

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Uma Análise da Igreja Evangélica



From: luisfigueredo10@hotmail.com
Subject: Uma Análise da Igreja Evangélica., Rev FAbio
Date: Wed, 10 Aug 2011 18:13:16 -0300

Meus queridos irmãos
Graça e paz

"e aos que predestinou , a esses chamou; e aos que chamou, a esses também justificou e a esses glorificou" ( Rm 8.30)

Segue uma analise importante do Rev Augustus Nicodemus Lopes, muito importante parar entender o que esta acontecendo no mundo evangelico no brasil.

Um forte abraço
Rev Fabio

Uma Análise da Igreja Evangélica
Postado por Augustus Nicodemus Lopes
Reproduzo aqui entrevista cedida ao blog Por Trás da Cortina algum tempo atrás, e que acabou sem muita divulgação. As perguntas trataram de vários aspectos da igreja evangélica brasileira. As respostas continuam relevantes, pelo menos no meu entendimento...

PTDC - A neo-ortodoxia já majoritária em nossos seminários? Isso já se reflete no comportamento e no pensamento do evangélico comum? ANL - Eu não conheço a situação de todos os seminários evangélicos. Falando da minha denominação, a Igreja Presbiteriana do Brasil, não creio que a neo-ortodoxia seja majoritária em seus seminários. Pode acontecer que existam seminários de outras denominações, onde professores comprometidos com essa linha teológica formam mais e mais pastores a cada ano. Como resultado, existirá um reflexo cada vez maior, que é às vezes sentido de forma indireta, no comportamento evangélico, como por exemplo, uma visão mais aberta sobre a sexualidade.

PTDC - Por que a teologia ortodoxa perde cada vez mais espaço na igreja do século XXI? Como este processo pode ser revertido?

ANL - Eu não diria que a teologia ortodoxa tem perdido mais e mais espaço em nossos dias. Na verdade, acredito que ela tem passado por um processo de crescimento em vários quartéis do evangelicalismo brasileiro. Por exemplo, existem hoje no Brasil várias editoras dedicadas à publicação de literatura reformada e conservadora, coisa que era impensável 25 anos passados. Além do que, muitos autores brasileiros têm despontado no horizonte das publicações evangélicas, e muitos deles são conservadores na teologia. A realização de congressos, simpósios e encontros sobre a teologia reformada pelo Brasil afora em um número cada vez maior aponta para o crescimento do interesse pela teologia reformada e conservadora. Naturalmente, essa teologia ortodoxa precisa passar por um processo de adaptação às circunstâncias brasileiras, e em certo sentido, é isso que está faltando.

PTDC - No blog O Tempora, O Mores você tem abordado muito o problema do liberalismo, e agora, da neo-ortodoxia. Entretanto, o neopentecostalismo não representa uma ameaça muito maior no contexto brasileiro? Por que este assunto ainda não foi abordado no blog?

ANL - Já foi abordado, sim. Por exemplo, publiquei uma postagem sobre a teologia da Marcha para Jesus, um evento que no Brasil é comandado por uma igreja neopentecostal. Considero a neo-ortodoxia, o liberalismo e o neopentecostalismo como ameaças concretas à Igreja de Cristo. Só que ainda o neopentecostalismo não recebeu tanto a nossa atenção. Somos três escritores no blog O Tempora, O Mores, e raramente paramos para fazer uma agenda dos assuntos a serem postados. No geral, somos livres para postar sobre qualquer assunto que quisermos. Nada impede que amanhã um de nós poste mais alguma coisa sobre o neopentecostalismo.

PTDC - Por que o impacto das igrejas históricas é tão reduzido na sociedade brasileira do século XXI? Quais são as falhas que levaram a este cenário?

ANL - Não sei ao certo. Uma análise social talvez mostrasse que elas não parecem relevantes diante do cenário brasileiro. Uma análise bíblica talvez revelasse a necessidade de uma purificação e de um verdadeiro avivamento espiritual. Uma análise histórica talvez apontasse para a negligência de ênfases que no passado caracterizaram as igrejas reformadas que fizeram a diferença nas sociedades em que estavam inseridas. O que sei ao certo é que o impacto do Evangelho em nosso país passa por uma profunda reforma espiritual e doutrinária na igreja evangélica brasileira.

PTDC - Você tem esperança de que, um dia, as igrejas históricas e a teologia ortodoxa possam realmente impactar profundamente a sociedade brasileira? O que precisa acontecer para que este sonho se torne realidade?

ANL - Não penso muito sobre isso. Talvez devesse, mas na realidade, ocupo-me mais em fazer o trabalho de base, em ensinar, pregar, escrever, responder perguntas e comentários, na expectativa de ajudar individualmente pessoas que amanhã poderão fazer a diferença.

PTDC - Uma das máximas da fé reformada é o Sola Scriptura. No entanto, em muitos artigos, livros, listas e textos de autores de linha reformada/calvinista encontro uma extrema profusão de citações a Calvino e a Credos e Confissões? Não seria isso, na prática, uma negação do Sola Scriptura? Não induziria isso ao entendimento de que Calvino e os Credos e as Confissões têm valor escriturístico, sendo, na prática, "sinônimos"?

ANL - Não vejo o menor perigo. Pode haver algum calvinista desavisado que acabe dando essa impressão, mas todo calvinista sério sabe que as confissões e os credos não são inspirados e nem são infalíveis. Sabem também que são muito úteis e que representam a condensação do pensamento do cristianismo clássico conservador através dos séculos. Sou aberto para investigar e estudar as Escrituras e aperfeiçoar o que pode ser aperfeiçoado na teologia, sem, contudo, relegarmos à obsolescência aquilo que homens melhores e mais preparados que nós fizeram no passado. Os que acusam os calvinistas de colocarem credos e confissões em igualdade à Bíblia se valem de credos e confissões de autores de outras linhas em sua leitura e interpretação da Bíblia.

PTDC - Em contato com muitos irmãos, tenho encontrado uma profusão de adjetivos: cessacionista, pedobatista, aliancista, reformado, supralapsariano, infralapsariano, congragacionalista... adjetivos estes adicionados ao nome como forma de identificação. Será que sermos apenas "cristãos" não é mais suficiente? Não é a ênfase extremada em tantos adjetivos e designações e especificações causa de muitas de "nossas infelizes divisões", como diz o Livro de Oração Comum?

ANL - Infelizmente, “cristão” não é mais suficiente e nem identifica com clareza aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador e que procuram viver nesse mundo para a glória de Deus. Daí a necessidade dessas especificações que não deixam de ser "infelizes divisões", necessárias diante da complexidade do cristianismo moderno. Note que no passado os rótulos eram ligados às denominações; hoje eles identificam linhas e tendências doutrinárias e práticas que atravessam as fronteiras denominacionais. Por exemplo, como reformado, identifico-me muito mais com um Batista ou um episcopal reformado do que com um presbiteriano liberal. Esses rótulos deveriam ser usados apenas para a identificação e orientação, e não para aprofundar rachas no evangelicalismo brasileiro.

PTDC - O cristianismo viveu uma época (séculos XVI a XVIII) onde a ortodoxia era defendida com tal rigor que mesmo onde as diferenças eram pequenas, o rompimento entre as partes era inevitável. Por outro lado, vivemos uma época onde a doutrina e a ortodoxia perderam sua importância na vida prática da igreja. É possível vivermos um cristianismo onde a ortodoxia não divida necessariamente as denominações, permitindo um trabalho conjunto em certos casos, mas não seja tão negligenciada na vida diária das igrejas e dos cristãos?

ANL - Quando no passado a ortodoxia se posicionou rigorosamente contra o que considerava desvios doutrinários, o fez porque considerava a teologia importante, e o erro doutrinário realmente pernicioso. Em nossos dias, quando a precisão teológica não tem mais importância para a maioria dos evangélicos, posições doutrinárias firmes são vistas como intolerância, fundamentalismo e prática xiita. Creio ser possível reafirmarmos as verdades bíblicas com amor e sensibilidade para com os que discordam, sendo firmes e gentis ao mesmo tempo. Lamento pelas atitudes iracundas e furiosas de conservadores em reação ao erro doutrinário. Mas, devemos todos convir que encontraremos pessoas de temperamento fundamentalista e de reações iracundas também entre os liberais, neo-ortodoxos e neopentecostais. Não seria isso intolerância e fundamentalismo? Eu pessoalmente não tenho problemas em trabalhar conjuntamente com irmãos de outras denominações, e de relegar certas questões doutrinárias a um plano secundário. Por outro lado, estou disposto a ficar firme naquilo que creio ser a verdade bíblica, e quando necessário for, declarar a minha posição de maneira clara, direta e argumentativa, sempre respeitando as pessoas.

PTDC - Muitos cristãos dos dias de hoje defendem uma volta radical à teologia, prática e costumes que remontam às origens da reforma. Esse movimento se reflete não só nas questões de salmódia exclusiva, neopuritanismo e outras correntes entre os reformados, mas também em outras denominações protestantes. Essa reação ao relativismo não seria por demasiado radical, levando em consideração que os reformadores, os puritanos e os avivalistas reagiram face aos desafios propostos por sua própria época, e porque não dizer, um retrocesso?

ANL - Acredito que se você estivesse convencido que a teologia e a prática da Reforma representam o Evangelho bíblico, também defenderia uma volta radical as origens da Reforma certo? Para muitos evangélicos hoje, a Reforma protestante representou um retorno às antigas doutrinas bíblicas que tinham sido negligenciadas e abandonadas durante a idade média pelo catolicismo romano. Hoje, eles percebem que a situação é similar em muitos aspectos: práticas neopentecostais extremamente parecidas com as práticas católicas, um desvirtuamento do culto a Deus com a centralização no homem, um desprezo pela doutrina bíblica, o sepultamento das doutrinas da graça e o surgimento de um semi-legalismo evangélico, e outros aspectos que pouco diferem da situação caótica em que estava o cristianismo no século 16. Tudo isso faz com que um retorno aos ensinamentos da reforma protestante pareça necessário, desejável e viável, já que as alternativas, como as igrejas tipo comunidades, as igrejas emergentes, os movimentos avivalistas, não têm nem de perto apresentado uma solução para a derrocada doutrinária e espiritual do evangelicalismo brasileiro. Isso não significa dizer que devemos trazer para os nossos dias as idiossincrasias de determinados grupos puritanos, como a questão da salmodia exclusiva, a proibição radical da mulher falar no culto, a ausência de instrumentos musicais da igreja, e outras particularidades. Essas coisas não fazem o menor sentido em nossos dias e devemos rejeitá-las firmemente. Elas não representam o cerne da reforma. E por fim, não considero um retrocesso trazemos para o presente as verdades bíblicas e que consideramos válidas e universais em todas as épocas. Seria um retrocesso voltar a enfatizar a justificação pela fé, a salvação pela graça, a soberania de Deus sobre o homem, a necessidade de santificação, a abrangência do cristianismo sobre todas as áreas da sociedade, que são ênfases da reforma protestante?

PTDC O protestantismo histórico no Brasil tem se tornado uma religião cada vez mais elitista, perdendo força de penetração junto aos mais pobres, para os pentecostais e neopentecostais, e atualmente perdendo força junto à classe média, por conta dos avanços dos neopentecostais, das chamadas "comunidades evangélicas" e dos novos movimentos apostólicos. Como resgatar o envolvimento missionário dos protestantes, lembrando que os puritanos, o metodismo primitivo, os não-conformistas batistas e congregacionais tiveram seu maior exito junto às classes médias e baixas de sua época?

ANL - Permita-me discordar da sua avaliação, implícita na pergunta. Em primeiro lugar, não creio que o protestantismo histórico tenha se tornado cada vez mais elitista. Tenho viajado pelo Brasil afora e pregado em muitas igrejas históricas de diferentes denominações, e raríssimas vezes tenho encontrado igrejas cuja membresia seja caracterizada por qualquer tipo de elite. Ao contrário, encontro mais e mais e irmãos das classes pobres, pois a classe pobre tem crescido mais e mais no Brasil. Quem tem se tornado elitista, na verdade, como você disse, são as igrejas neopentecostais, os movimentos apostólicos, com seus pretensos apóstolos dirigindo carros importados e vivendo de maneira nababesca, e ensinando que ser pobre é pecado. O movimento pentecostal também tem se elitizado, atingindo cada vez mais a camada média e alta da nossa sociedade, com padrão elevado de vida para os obreiros e dirigentes. Você encontrará nas favelas não somente igrejas pentecostais, mas também presbiterianas, batistas e outras. Não creio que devamos colocar a questão como uma alternativa de evangelizar os pobres ou evangelizar os ricos. Ambos precisam de evangelização. Qual é o problema se as igrejas históricas tiverem maior sucesso junto às elites e classe média, e os irmãos pentecostais entre as mais pobres? Se considerarmos as igrejas pentecostais e históricas como igrejas irmãs, podemos encarar a questão da seguinte maneira: num país tão grande como o Brasil, devemos repartir a tarefa de evangelização, cada um de nós se dedicando a aquilo que sabe fazer melhor ou que tem a melhor oportunidade para fazer.

PTDC - Existem versículos que nos mandam evangelizar e pregar a Palavra. Mas também existem versículos que nos mandam alimentar os famintos, vestir os nus e nos envolvermos ativamente junto aos pobres. Os evangélicos em geral dão muita ênfase no pregar a Palavra e pouquíssima ênfase no fazer o bem a todos. Talvez isso se dê pela doutrina protestante da Salvação pela Fé e pela Graça, por oposição à Salvação pelas Boas Obras, do catolicismo. Ao negligenciarmos a ação social, não estamos deixando o fazer o bem como uma bandeira exclusiva de movimentos espíritas ou católicos romanos? Isso não é uma vivência de fé por demais individualista?

ANL - Mais uma vez peço permissão para discordar das premissas de sua pergunta. Não posso concordar que os evangélicos dão pouquíssima ênfase no fazer o bem a todos. Acredito que hoje o movimento evangélico do Brasil está mais sensibilizado do que antes para com as questões sociais, embora estejamos ainda muito longe de fazermos tudo que deveríamos fazer. Não sei se o motivo para termos ficado tanto tempo desconectados da realidade social brasileira foi uma reação à doutrina da salvação pelas obras do catolicismo e do espiritismo. Pode ser que tenha sido. Mas, tenho certeza que não foi por causa da doutrina protestante da salvação pela fé mediante a graça, pois somente quanto essa doutrina não é corretamente entendida é que ela se torna em um analgésico ou paralisante doutrinário. Uma pessoa que foi genuinamente salva pela graça, viverá a uma vida de gratidão a Deus, e demonstrará essa gratidão em boas obras de misericórdia. Infelizmente, as alternativas que têm surgido no cenário brasileiro, como a teologia da libertação, a teologia da prosperidade, e outras, acabam se tornando em sérios desvios doutrinários da palavra de Deus, fazendo com que os evangélicos sérios fiquem preocupados e receosos de entrar nessa área sem uma teologia forte e firme por detrás. Creio que podemos aprender com a Reforma protestante, especialmente com aquilo que os reformadores escreveram e praticaram acerca da responsabilidade social das igrejas, como por exemplo, na cidade de Genebra, sob a batuta do mestre Calvino.

Enviado por - Rev. Marcelino

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

62 Anos da 1ª Igreja Presbiteriana de Paulo Afonso/BA

Foi realmente um conclave. Marcou os 62 anos da 1ª Igreja Presbiteriana de Paulo Afonso/BA. Aconteceu nos dias 07 e 08 de agosto de 2011. Naquela festa com a igreja repleta nos dois dias, estiveram presentes vários pastores que passaram por aquela igreja em seu pastorado: Reverendos: José Maria Passos, Célio Miguel, Edson Dantas, Cornélio Gonzaga (minha pessoa), Ricardo Davis, Juan Calos (atual pastor). Foram momentos memoráveis onde o coral Expressão de Louvor da Igreja local, louvor ao Senhor, com vários hinos e a Banda de Música da Assembleia de Deus de Paulo Afonso que fez a festa. Houve a o lançamento do livro sobre a história dos 62 pelo o Presb. Antonio Galdino. Uma festa muito bonita.
Veja as fotos: