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quarta-feira, 17 de março de 2010

Do Arminianismo ao Calvinismo






Do Arminianismo ao Calvinismo
Rafael Alcántara

Sabemos que o arminianismo, como movimento, teve sua origem na Holanda, em princípios de 1600. Inquestionavelmente, o impacto deste movimento tem sido notável nos últimos séculos. Recorde que o arminianismo ensina, em primeiro lugar, que o homem é depravado, porém, não totalmente depravado, e por isso, detém a capacidade de escolher o bem. Em segundo lugar, ensinam que Deus elegeu na eternidade aqueles que Ele sabia que iriam se converter; terceiro, ensinam que Cristo morreu por todas as pessoas, sem exceção; quarto, que quando Deus faz o chamado salvífico, o homem lhe pode resistir; e em quinto lugar ensinam que o homem salvo pode cair de tal estado de Graça.

Até o Século XVIII havia uma divisão bem clara entre calvinistas e arminianos na Inglaterra, por causa de Whiterfield ter se identificado com a primeira posição, e Wesley com a segunda. No mesmo Século XVIII, na América do Norte, o calvinismo foi mais influente, já que os líderes do Grande Despertamente foram calvinistas. Sem dúvida, com a imigração metodista para os Estados Unidos, somada a expansão missionária que tiveram em muitos outros lugares, contribuiu para o avanço do arminianismo. No chamado Segundo Grande Avivamento, se expandiu ainda mais.

Junto com o arminianismo se popularizaram nas Igrejas, práticas cada vez mais pragmáticas, já que si a salvação está nas mãos do homem, então a ênfase de muitos arminianos era conseguir uma decisão do pecador. Aqui surgiram práticas como o “convite para ir a frente” (originada em Charles Finney), a repetição da “oração do pecador”, a tentativa de impressionar o ouvinte por meio da música, o teatro, e outras coisas mais. Alguns cristãos, dentre os quais se destacam muitos batistas, realizaram uma mescla entre elementos do calvinismo e do arminianismo. Um exemplo pode ser encontrado em D. L. Moody. Este foi o mais famoso evangelista norte-americano dos últimos anos do Século XIX. Pregou o evangelho a grandes multidões e foi um instrumento de muito bem. Sem dúvida, sua teologia era, muitas vezes, um tanto confusa e aparentemente possuía uma mescla de arminianismo com calvinismo.

O mesmo se pode afirmar de outros famosos evangelistas do Século XX, como por exemplo, Billy Graham. Graças ao uso dos meios eletrônicos e as facilidades das viajes, é assombrosa a quantidade de pessoas que o tem ouvido pregar. Todavia, fruto da influencia do arminianismo, a ênfase da mensagem deste e outros evangelistas é que o pecador tome uma decisão, venha a frente, repita a oração do pecador, e assim por diante. E, quanto uma pessoa faz tais coisas, se lhe diz que é um cristão. E, caso possua alguma dúvida, frequentemente lhe é dito que tal coisa é do diabo, e que deve se desfazer de tal pensamento. Esse arminianismo pragmático tem produzido uma grande quantidade de falsas conversões em todo lugar.
É esse tido de doutrina, que há imperado majoritariamente nas Igrejas Protestante, principalmente a partir do Século XX. É surpreendente saber que a maioria dos evangélicos que são arminianos, ou possuem forte influência Arminiana, sequer sabem que o são. Isto acontece, pois em muitos casos o crescimento do arminianismo tem sido acompanhado de um descuido do estudo profundo das Escrituras, da Teologia, e da História da Igreja.

Um dos principais instrumentos de Deus para a preservação do calvinismo no Século XIX, foi o pregador batista inglês Charles Spurgeon. Este exerceu grande influencia através de seus sermões, de sua Igreja de 6.000 membros, assim como por meio de sua Escola de Pastores. Foi chamado o “Príncipe dos Pregadores”, e seus sermões provavelmente são os que mais foram impressos e lidos em todo o mundo. Na América do Norte do Século XIX, também defenderam a fé calvinista, diversos homens e instituições. É digno de menção o Seminário Teológico de Princeston, onde homens como Charles Hodge, Archibald A. Hodge, dentre outros, realizaram grandes contribuições para fé Reformada.

No inicio do Século XX a influencia arminiana era tão generalizada que o calvinismo parecia uma doutrina morta. Porém, por meio da influencia do Dr. Martín Lloyd-Jones, o calvinismo voltou a ressurgir na Inglaterra. Nos Estados Unidos, o Seminário de Westminster, exerceu um papel muito importante, principalmente através do professor John Murray, quem por seus escritos e influencia, a fé Reformada também ressurgiu. Também podemos mencionar J. I. Packer da Igreja Anglicana, R. C. Sproul, um famoso conferencista e teólogo presbiteriano, etc. A estes, temos que acrescentar a editora Estandarte da Verdade, que começou a reeditar muitos livros do cristianismo histórico, e que até o dia de hoje, tem ajudado muitos a compreenderem as verdades calvinistas e suas implicações.
Por meio de John Murray e outros, um jovem pregador batista chamado Albert Martin, chegou a convicções calvinistas nos anos 1960. E foi através dos poderosos sermões deste homem, e de outros como Walter Chantry e Ernest Reisenger, que ressurgiram de maneira providencial, os Batistas Reformados, descendentes dos antigos Batistas Particulares.
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Título original: “Un Breve Análisis Del Arminianismo
Y El Dispenscionalismo Em Los Siglos XIX y XX”.
Traduzido por Marcelo Lemos, para o projeto “Olhar Reformado”.

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Um comentário:

  1. Bom dia!!!!!!!!
    Desculpem minha ausencia.
    Agradeço o carinho de sua visita.
    Ótima Sexta-Feira.Beijossssss

    M@ria

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